O Banco Central fixou ontem em dois anos e meio o prazo médio mínimo de resgate dos títulos utilizados por empresas privadas e estatais para captar recursos no exterior. O prazo mínimo para que esses títulos fiquem isentos do Imposto de Renda foi aumentado de dois anos e meio para cinco anos. As duas medidas, regulamentadas na carta-cicular no. 2.269, deverão reduzir à metade a captação mensal de dólares. Nos três primeiros meses deste ano foram captados US$1,6 bilhão, metade por empresas privadas. A decisão de frear o ingresso de dólares atende a dois objetivos principais. O primeiro é evitar pressões sobre o balanço de pagamentos devido ao alongamento do prazo de pagamento dos empréstimos. O segundo é diminuir a emissão de cruzeiros que são trocados pela moeda estrangeira captada lá fora. Como a injeção de cruzeiros ajuda a elevar a inflação, o governo é obrigado a vender títulos no mercado aberto, aumentando a dívida mobiliária federal e a despesa com juros (O ESP).