O Brasil reconhece que errou, sabe onde errou e como corrigir os erros. É
46388 isso o que está fazendo no momento com resultados positivos, já
46388 visíveis. Para isso, espera contar com a colaboração de todos. Este foi o tom do discurso do presidente do Banco Central, Francisco Gros, no Fórum das Américas, encerrado ontem em Washington (EUA). Gros fez um relato dos cinco planos e congelamentos adotados no país em cinco anos, para concluir que não há milagres. Disse que o Brasil cresceu muito durante 15 anos, não parou para pôr a casa em ordem e, hoje, está pagando um preço alto pelos erros cometidos. Mais impressionante, segundo Gros, é a entrada de investimentos diretos, até mesmo via bolsa, que passou de US$688 milhões, em 1990, para US$1,4 bilhão, em 1991, e US$1,7 bilhão só nos primeiros meses deste ano. É nesse quadro de liberalização que o Brasil marca sua presença no MERCOSUL (Mercado Comum do Cone Sul), um mercado de 190 milhões de pessoas, US$400 bilhões de PIB (Produto Interno Bruto), que exporta US$50 bilhões por ano e importa US$30 bilhões. Os primeiros benefícios já estão surgindo. O valor do comércio do Brasil com os países do MERCOSUL aumentou 26% em 1991, passando de US$4,5 bilhões. "E certamente passará de US$5 bilhões em 1992", previu o presidente do BC (O ESP).