O Tesouro Nacional reviu sua meta de buscar superávits de caixa crescentes a cada mês, para ajudar o governo a cumprir as metas com o FMI (Fundo Monetário Internacional). O objetivo agora é manter o equilíbrio das contas, embora o governo tenha prometido ao Fundo um superávit primário (receita menos despesas) de 3% do PIB (Produto Interno Bruto)-- US$12 bilhões este ano. A queda da arrecadação e o aumento dos gastos com encargos da dívida pública fizeram o Tesouro rever suas metas de superávits de caixa. A consequência disso será um arrocho maior nos gastos das empresas estatais e da Previdência Social. Pela proposta encaminhada ao FMI, a União teria de contribuir com um superávit de 1,2% do PIB, as estatais com 1,1% e os estados e municípios com 0,7%, formando os 3% do resultado primário. A Previdência precisaria apenas manter o orçamento equilibrado (FSP).