EMPRESÁRIOS CRITICAM A POLÍTICA ECONÔMICA

Empresários da indústria eletroeletrônica criticaram ontem, durante a solenidade de posse da nova diretoria da ABINEE (Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica), em São Paulo, a política de abertura de mercado, a recessão e os estragos que elas provocaram em 1991, expressos nos balanços que agora vêm sendo divulgados. O presidente da Gradiente, Eugenio Staub, anunciou um prejuízo de US$20 milhões-- o maior de toda a história da empresa. A Philco fechou seu balanço com US$25 milhões de perdas-- pela segunda vez desde que iniciou suas atividades. A Siemens teve prejuízo de US$36 milhões. "Se alguém está pagando a conta da recessão são as indústrias", comentou o presidente da FIESP, Mário Amato. Segundo o novo presidente da ABINEE, Nelson Freire, "a recessão é extremamente grave". O setor elétrico e eletrônico demitiu 12 mil trabalhadores de janeiro até abril, cerca de 5,5% de um efetivo de 230 mil empregados (FSP).