RELATÓRIO DIZ QUE CANADÁ TEM O MELHOR NÍVEL DE VIDA

O melhor país para se viver hoje é o Canadá. A afirmação consta do relatório divulgado ontem pelo PNUD (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento). O segundo melhor é o Japão, seguido por Noruega, Suíça, Suécia e EUA. O pior dos 160 pesquisados é a Guiné. O relatório é o terceiro desse tipo e classifica os países pelo seu "índice de desenvolvimento humano", que considera fatores como expectativa de vida, acesso a educação e saúde, renda per capita e discriminação nas oportunidades de trabalho. Os EUA lideram o ranking em termos do número médio de anos que seus cidadãos frequentam a escola (12,3 anos) e também no poder de compra médio per capita; mas ficam atrás de 14 outros países desenvolvidos e até mesmo da República Dominicana em termos de expectativa de vida (75,9 anos). Em termos de oportunidades iguais para mulheres no mercado de trabalho a liderança está com a Suécia, seguida por Noruega, Finlândia e França. O líder mundial em equidade na distribuição de renda é o Japão, seguido por Holanda, Suécia e Suíça. O Brasil (59o. da lista da ONU) se destaca por uma das piores distribuições de renda de todo o mundo: segundo o documento, os 20% da população brasileira no topo da escala social têm uma renda média 26 vezes maior do que a dos 20% mais pobres. Na Suécia, essa relação é de cinco vezes. A renda média dos 32 países mais ricos é 150 vezes maior que a dos 32 países mais pobres. Entre os países do Terceiro Mundo, Barbados tem o melhor "índice de desenvolvimento humano" pelo terceiro ano consecutivo, seguido por Hong Kong, Uruguai e Trinidad e Tobago. Os países mais desenvolvidos têm em média nove vezes mais cientistas e técnicos e investem 24 vezes mais em tecnologia do que os países do Terceiro Mundo. O documento aponta as restrições impostas ao comércio mundial pelos países industrializados como um dos fatores principais pelo aumento da desigualdade. O documento cita, por exemplo, a questão da ajuda externa, que não estaria sendo distribuída de maneira adequada e nem dirigida para a solução de problemas humanos básicos (FSP) (O ESP).