A missão do Acordo Geral de Tarifas e Comércio (GATT), que até o próximo dia 30 colherá subsídios para avaliar a política comercial brasileira, começou ontem, em Brasília, um minucioso questionamento sobre vários assuntos da agenda econômica, entre eles o Mercado Comum do Cone Sul (MERCOSUL). Os integrantes da missão quiseram saber por que o Brasil aderiu ao MERCOSUL sendo que, conforme disseram, aparentemente os maiores beneficiados deverão ser a Argentina, o Uruguai e o Paraguai. Coube ao embaixador Rubens Barbosa, chefe do Departamento de Integração do Itamaraty e coordenador do grupo Mercado Comum, responder que o MERCOSUL é estratégica e politicamente importante para o Brasil, que tem interesse no fortalecimento da democracia na região. Barbosa também disse que o Brasil já tem um mercado grande e quer ampliá-lo. A delegação do GATT quis ainda saber sobre a evolução da posição brasileira na OIC (Organização Internacional do Café), detalhes sobre o acordo de importação de trigo da Argentina e sobre as negociações do Brasil para um novo acordo de cotas no comércio de cacau (GM).