O governador do Rio de Janeiro, Leonel Brizola, disse ontem que "ainda" é o líder do PDT, embora o prefeito do Rio, Marcello Alencar, esteja tentando forçar sua "aposentadoria"". O governador se referia a recente entrevista publicada pelo jornal o Estado do São Paulo na qual o prefeito defendia seu secretário de Obras, Luiz Paulo Corrêa da Rocha, como candidato à prefeitura e afirmava estar na hora de encontrar um novo líder para o partido. Brizola acusou Marcello de tentar dar um "golpe de esperteza" para impor seu candidato. O prefeito está sendo acusado por outros candidatos de ter promovido a filiação de mais de 5 mil convencionais do PDT, com direito a voto, para com isso impor o nome do secretário. Para impedir que tais filiados votem, a cúpula do PDT decidiu que só terá direito a voto na convenção quem tenha ingressado no partido pelo menos 60 dias antes do término do prazo de filiação (3 de abril) (O ESP).