Ao mesmo tempo que contribui para piorar a situação de miséria no país, expondo as crianças a riscos maiores, a crise econômica também está ensinando parte dos governadores a administrar melhor seus recursos. Essa observação foi feita ontem, em Brasília, pelo representante do UNICEF no Brasil, Ago Kayayan. Ele citou como exemplo da mudança o Estado do Ceará, um dos mais pobres do país, que reduziu em 30% a taxa de mortalidade infantil em três anos. Segundo Kayayan, a redução das mortes no Ceará foi possível porque houve uma utilização racional dos recursos recebidos para o combate à seca. A atual taxa de mortalidade infantil no país é de 64 mortes para cada mil nascidos vivos. Até o ano 2000 esse número deve ser reduzido a um terço, de acordo com as metas apresentadas pelo Brasil, em 1990, no Encontro Mundial de Cúpula pela Criança, promovido pela ONU. Kayayan ainda não sabe todos os detalhes do plano brasileiro para atingir sua meta, mas sua principal recomendação é que se evite projetos grandiosos e caros (O ESP).