Uma versão indígena da Carta da Terra, documento que será o resumo das discussões da Rio-92, poderá ser lida pelos próprios índios durante a realização da conferência, em junho, no Rio de Janeiro. Para quebrar o rígido protocolo da Rio-92 e garantir a leitura da Carta da Terra Indígena, índios canadenses já procuraram o coordenador da Rio-92, Maurice Strong, para incluir na conferência a participação indígena. Marcos Terena, presidente do Comitê Intertribal 500 Anos de Resistência, afirmou que já entrou em contato com o secretário nacional de Administração, Carlos Garcia, responsável pela organização da Rio-92, e o ministro das Relações Exteriores, Celso Lafer, para garantir a leitura da carta indígena no plenário da Rio-92 (FSP).