Apenas 18,3% dos alunos que se matriculam na 1a. série do 1o. grau nas escolas públicas brasileiras conseguem chegar ao fim do curso, oito anos depois, sem repetir. Essa taxa de sobrevivência, principal indicador da produtividade dos sistemas de ensino, coloca o Brasil em último lugar entre os países da América Latina e do Caribe, segundo dados da UNESCO de 1990. E, se comparados a um conjunto de 114 países, em todo o mundo, esse percentual só coloca o ensino brasileiro à frente da Guiné-Bissau, na África, e de Bangladesh, na Ásia. Os dados constam do Relatório Preliminar do Sistema de Avaliação do Ensino Público de 1o. Grau, preparado pela própria Secretaria Nacional de Educação Básica do Ministério de Educação (MEC). Conforme o relatório, 67,7% das matrículas investidas pelo poder público no 1o. grau são desperdiçadas. Destas, 47,5% por evasão e 20,2% por repetência. Isso significa que as matrículas anuais efetivamente aproveitadas se reduzem a 32,2% (O ESP).