Uma pesquisa pelos mercados trabalhistas dos EUA, da América Latina, da Comunidade Européia (CE) e da Comunidade de Estados Independentes (CEI), revela um exército de desempregados de mais de 40 milhões de pessoas que, segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT), chegará a 85 milhões até o fim do ano, só com os que perderão o emprego na extinta União Soviética. Paradoxalmente, no Japão existe uma escassez de mão- de-obra calculada em quase três milhões de pessoas, cifra que chegará perto dos cinco milhões no ano 2000. A recessão após a guerra do Golfo Pérsico, os programas de ajuste nas economias latino-americanas, a passagem dos sistemas comunistas para a economia de mercado e os processos privatizadores nos países do Leste da Europa são, segundo os especialistas, as principais causas do desemprego. Em relação à América Latina, os quatro países de maior expansão econômica tem quase 14 milhões de desempregados: México (seis milhões), Chile (232,6 mil), Argentina (710 mil) e Brasil (sete milhões) (O Globo).