Uma das questões que mais preocupa os estrangeiros interessados em investir no Brasil é a elevada carga tributária do país. Segundo John Michael Berude-Lund, responsável pelo Brazilian Desk, escritório da Ernst & Young em Nova Iorque (EUA), que presta consultoria a investidores americanos, o Brasil tem uma das mais altas cargas tributárias do mundo, superando até seus vizinhos da América Latina. O que pode colocar o país, diz ele, em desvantagem no MERCOSUL (Mercado Comum do Cone Sul). De acordo com a Ernst & Young, o peso dos impostos sobre pessoas jurídicas, no Brasil, é de 50,5%; no México, 35%; no Uruguai, 30%; na Argentina, 20%; e no Chile, 15%. Berude-Lund observa que, com a formação do MERCOSUL, uma zona de livre comércio envolvendo, além do Brasil, Paraguai, Uruguai e Argentina, os brasileiros precisam encontrar uma forma de equiparar sua carga tributária à dos demais integrantes do bloco para não perder competitividade. Ele lembra que ficará muito mais fácil para o investidor estrangeiro, a partir do MERCOSUL, abrir uma fábrica ou representação na Argentina, por exemplo, e exportar produtos para o mercado brasileiro, se a carga tributária no país continuar muito pesada (O Globo).