Em duas cerimônias, uma no Maracanã (Rio de Janeiro), outra no Morumbi (São Paulo), a Igreja Universal do Reino de Deus reuniu cerca de 320 mil pessoas na Sexta-Feira Santa, marcando uma tendência de crescimento da seita, apesar dos processos criminais contra seu fundador, o "bispo" Edir Macedo. As duas festas da Igreja, que existe em cinco países, custaram cerca de Cr$250 milhões e nelas foram distribuídas cerca de 300 mil rosas. No discurso do Morumbi, o "bispo" prometeu, de forma irresponsável, a cura da AIDS. Aos gritos, convocou os eventuais aidéticos a pedirem a Deus para penetrar-lhes o sangue e arrancar "o diabo, o câncer". Grupos com uniformes coloridos, cantos alegres ao som de palmas, camisetas com a inscrição "o sopro do Espírito Santo no seu coração" foram alguns aspectos das cerimônias que recolheram, discretamente, dinheiro da platéia. Se cada pessoa tiver doado Cr$5 mil, a festa terá rendido Cr$1,6 bilhão. Edir Macedo responde a inquérito que apura a procedência dos US$45 milhões usados na compra da Rede Record. O "bispo" está proibido de sair do país até o fim deste inquérito (FSP).