Terminou ontem, em Tóquio (Japão), o encontro internacional sobre ecologia, patrocinado pela ONU, do qual participaram 29 personalidades de 19 países. Ao final da reunião de três dias foi redigida a Declaração de Tóquio, pedindo uma maior cooperação dos países para a proteção do ambiente. O documento propõe a criação de um imposto ecológico, com o objetivo de reunir fundos para proteger a ecologia e contribuir para que as tecnologias avançadas dos países industrializados possam ser aplicadas com essa finalidade nos países em desenvolvimento. A Declaração de Tóquio será apresentada durante a Rio-92. O documento recomenda que os países industrializados aumentem (de 0,35% para 0,7% do produto nacional bruto) a atual contribuição para os programas de preservação ambiental e estímulo ao desenvolvimento econômico nas nações pobres. Com isso, calcula-se ser possível reunir uma verba de US$125 bilhões. Para o presidente do BIRD (Banco Mundial), Barber Conable, um dos participantes do encontro, os países desenvolvidos, entre eles o Japão, pedem muito dinheiro para o ambiente sem garantir fundos para projetos de desenvolvimento. "Os países pobres não se conformam com uma fome limpa e um analfabetismo limpo", disse ele. "É preciso dar preferência ao financiamento do desenvolvimento", afirmou (O ESP) (O Globo).