COLLOR REÚNE E ADVERTE O MINISTÉRIO

O presidente Fernando Collor advertiu ontem, na abertura da primeira reunião ministerial realizada após as mudanças no primeiro escalão, que irá exigir sintonia absoluta no governo. Ele se dirigiu diretamente aos ministros Pratini de Moraes (Minas e Energia), que fez declarações sobre aumento de tarifas, e Affonso Camargo (Transportes e Comunicações), que criticou o plano de privatizações. Collor negou que tenha agido sob inspiração parlamentarista ao promover a reforma. Ele insistiu no cumprimento das linhas do regime presidencialista e assegurou que o plano de governo não será mudado. O presidente disse que quer obediência e unidade da equipe, empenho nas negociações com os partidos políticos e contenção de gastos. Collor determinou três providências relacionadas a salários que deverão ser adotadas a partir da próxima semana: o anúncio do novo valor do salário-mínimo,; a definição do reajuste para os servidores civis e militares e o início dos estudos sobre a isonomia de vencimentos entre Executivo, Legislativo e Judiciário. Durante a reunião, Collor exigiu da renovada equipe o cumprimento de seus programas sociais- liberais de governo: o Projetão e o Plano Plurianual 1993-1995. "Quem ingressa no governo compromete-se a lutar, a dar o melhor de si, e aceita também que o social-liberalismo é a melhor formulação para guiar-nos na busca dos nossos objetivos", afirmou (O ESP) (FSP) (JB).