O governo brasileiro decidiu pedir à Líbia a retirada de dois dos seus cinco diplomatas no país em cumprimento à resolução 748 do Conselho de Segurança da ONU. Segundo o Itamaraty, foram determinadas as saídas do conselheiro Said Abubaker Saieti e do adido financeiro Mohamed Abeid Abdala, até 15 de maio, conforme estipulou a ONU. De acordo com nota oficial do Itamaraty, não existe ligação aérea direta entre o Brasil e a Líbia e também não há atividades de cooperação militar com aquele país. Os principais países europeus, o Japão, o Egito e a Tunísia puseram em prática as sanções decretadas pela ONU contra a Líbia e proibiram ontem o pouso de aviões líbios, ao mesmo tempo em que determinavam a saída de diplomatas daquele país. Os EUA decidiram dar um prazo de 10 dias para os diplomatas líbios deixarem o país. Apenas o Iraque e a Síria condenaram o embargo, adotado pelo Conselho de Segurança diante da recusa da Líbia em entregar cidadãos acusados de teram praticado atentados terroristas contra aviões comerciais (O Globo).