O secretário interino de Meio Ambiente, José Goldemberg, disse ontem a representantes de diversas ONGs (Organizações Não-Governamentais), em Brasília, que a Rio-92 "corre o risco de ser meramente declaratória". Isso acontecerá, na análise de Goldemberg, se não forem encontradas saídas para o desenvolvimento sustentado, com destinação, pelos países ricos, de recursos para os mais pobres, como o Brasil. Uma conferência declaratória resultaria, apenas, em cartas de intenções, com uma solução inócua, como explicou o secretário. O encontro com as ONGs, prestigiado por Goldemberg, foi a primeira tentativa da nova presidente do IBAMA, Maria Tereza Jorge de Pádua, de se aproximar dessas entidades. Apesar de existirem 1.400 entidades no país, pouco mais de 100 pessoas participaram do encontro, que buscou reabrir o diálogo e criar canais para a troca permanente de informações. Entre os recursos que o governo brasileiro pretende obter com a Rio-92 está a criação do fundo mundial para o meio ambiente, num valor que oscilaria entre US$5 bilhões e US$10 bilhões anuais (FSP) (GM).