O secretário de Política Econômica, Roberto Macedo, negou ontem que o governo vá propor Cr$230 mil para o novo salário-mínimo, que entra em vigor em 1o. de maio. O secretário confirmou que o projeto de lei que o presidente Fernando Collor enviará ao Congresso Nacional deve sugerir a adoção de correções quadrimestrais com base no Índice de Reajuste do Salário-Mínimo (IRSM). Macedo disse que o levantamento feito junto aos governos mostrou que vários estados do Norte, do Nordeste e do Centro- Oeste teriam dificuldades para pagar o salário de Cr$230 mil. Caberá à Secretaria Especial de Política Econômica e ao Ministério do Trabalho definirem a versão final do projeto de lei a ser apresentado a Collor. Segundo as informações, a área econômica estuda uma nova fórmula para dar aumentos reais ao salário-mínimo: o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) poderá ser repassado ao valor do mínimo uma vez por ano, sempre no dia 1o. de maio. No ano passado, o PIB aumentou 1,21%, mas a fórmula de repasse ainda está em discussão, incluindo a hipótese do que acontecerá se a economia não crescer ou mesmo se o país continuar em recessão (nesse caso o mínimo não seria reduzido, como determina a Constituição) (FSP) (O Globo).