O presidente Fernando Collor decidiu ontem, em reunião com o ministro da Previdência, Reinhold Stephanes, elevar para 79,96% o reajuste de pensões e aposentadorias relativo a setembro do ano passado para quem ganha acima de um salário-mínimo. Como o governo tinha concedido, na época, um reajuste de 54,60%, os aposentados e pensionistas vão receber a diferença de 16,4%, aplicada de setembro a março. Os pagamentos serão feitos em três parcelas, a partir de maio e terão direito a elas aqueles que não receberam o reajuste de 147,06% na Justiça. Com a medida, o governo tenta acabar com a polêmica dos 147,06%, reivindicados por aposentados, e que representa a correção do salário-mínimo entre março e agosto do ano passado. Os 79,96% admitidos agora equivalem à variação do INPC no mesmo período, enquanto os 54,60% já pagos referem-se ao aumento dos preços de uma cesta básica. O impacto da medida na folha de pagamento dos aposentados será de Cr$3,3 trilhões até o final do ano. Os 2,5 milhões de aposentados que recebem mais de um salário-mínimo, e não obtiveram na Justiça os 147,06%, terão as pensões dobradas, de acordo com os cálculos do governo. Para quem ganha um salário-mínimo a política de reajuste ainda está indefinida (O ESP).