A Igreja, o governo do estado e a prefeitura do Rio de Janeiro se uniram para solucionar o problema dos 797 meninos e meninas que, de acordo com uma pesquisa do IBASE (Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas), vivem e dormem nas ruas e praças da cidade. Segundo o governador Leonel Brizola, não haverá mais nenhuma criança no Rio sem uma casa-referência, o que significará "cama, duas refeições diárias, escova de dentes e toalha". As casas serão unidades abertas, fornecidas pelo governo do estado, prefeitura e Igreja, que alojarão no máximo 15 menores, supervisionados por dois educadores. O BANERJ repassará uma verba, ainda não definida, para viabilizar o projeto. A FIRJAN (Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro) e o IBASE também participarão da ação emergencial. Para Herbert de Souza, diretor-executivo do IBASE, além da pressão internacional causada pela Rio-92, os meninos de rua viraram "vergonha nacional e culpa coletiva". No entanto, de acordo com Herbert de Souza, é óbvio que o peso da Rio-92 é real e obriga o governo a tomar atitudes imediatas. Pelos cálculos do diretor do IBASE, uma ação emergencial que atenda a mil crianças custaria cerca de US$300 mil anuais. "Ora, isso não é nenhum absurdo e está ao alcance da sociedade", afirmou (JB).