A configuração do novo ministério do presidente Fernando Collor é mais nítida politicamente e mais coerente com o perfil de centro-direita do governo, o que facilita o processo de institucionalização democrática. A opinião é do cientista político Wanderley Guilherme, professor do Instituto de Filosofia e Ciências Sociais da UFRJ. A avaliação do cientista político do Rio de Janeiro é reforçada, em São Paulo, por seu colega Bolívar Lamounier, presidente do IDESP (Instituto de Estudos Econômicos, Sociais e Políticos de São Paulo). Para Bolívar, apesar de não garantir a maioria parlamentar, as mudanças permitiram ao governo reverter o desgaste sofrido com os casos de corrupção envolvendo
46152 auxiliares diretos do presidente Collor (O ESP).