A Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) pediu ao governador Leonel Brizola (PDT) a revisão do edital de concorrência pública para as obras de construção da segunda etapa da Linha Vermelha (via expressa paralela à Avenida Brasil que ligará o Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro ao centro). O edital, de acordo com o vice- presidente da CBIC, Marcos Villela de Santana, "confronta as determinações do Decreto-Lei 2.300 (que regula as licitações), estimula uma elevação de custos e transmite a impressão de protecionismo". As sete empresas responsáveis pelas obras, encolvendo US$206 milhões serão conhecidas no próximo dia 14. A carta encaminhada pela CBIC a Brizola foi interceptada pelo deputado Wagner Siqueira (PMDB), que acusa o engenheiro José Carlos Sussekind de comandar uma licitação dirigida. Sussekind é diretor técnico da Promon Engenharia, empresa responsável pela preparação dos projetos das principais obras realizadas pelo governo do Rio de Janeiro, incluindo os CIEPs, a expansão sa Adutora do Guandú e a própria Linha Vermelha. As obras serão inauguradas para a Rio-92 (O ESP).