PARTIDOS ALIADOS CONTROLAM CR$173,4 TRILHÕES DE ORÇAMENTOS

Para tentar garantir maioria no Congresso Nacional, o presidente Fernando Collor entregou a seus aliados políticos o controle de orçamentos que somam Cr$173,4 trilhões em 1992. O Palácio do Planalto contava ontem com 220 votos na Câmara dos Deputados e 34 no Senado Federal. Para ter maioria na Câmara o governo precisa de 252 votos. No Senado, 41. O PFL e o governador da Bahia, Antônio Carlos Magalhães, controlam os maiores orçamentos do governo, após a reforma ministerial. Assim, o Ministério da Ação Social, controlado pelo PFL, tem orçamento de Cr$14 trilhões (incluindo recursos do FGTS); Ministério da Previdência, PFL, Cr$67 trilhões (incluindo pagamento de benefícios); Secretaria de Desenvolvimento Regional, controlado pelo governador da Bahia, tem orçamento de Cr$6,4 trilhões (incluindo FINAN, FINOR, SUDENE e SUDAM); Ministério do Trabalho, PL, Cr$24 trilhões (incluindo o FAT); Ministério dos Transportes e Comunicações, PTB e Antônio Carlos Magalhães, Cr$23 trilhões (incluindo estatais e empresas controladas); Ministério das Minas e Energia, PDS, Cr$19 trilhões (também incluido estatais e empresas controladas); e Ministério da Agricultura, bancada rural e PRN, Cr$20 trilhões (incluindo estatais e empresas controladas) (FSP).