A estatal ELETROSUL, subsidiária da ELETROBRÁS, liberou o equivalente a Cr$219 milhões em valores de hoje para que a Fundação Eletrosul de Previdência e Assistência Social (Elos) comprasse, no ano passado, ações da Sul-América de Engenharia S/A (Sade). A liberação desses recursos ocorreu porque o Conselho de Curadores da Elos decidira não realizar a compra, por falta de dinheiro, como revela ata da reunião de 29 de maio de 1991, obtida por este jornal. Segundo o senador Eduardo Suplicy (PT-SP), a compra foi feita por pressão do "Esquema PP", montado pelo ex-secretário de Assuntos Estratégicos, Pedro Paulo Leoni Ramos. Na PETROBRÁS, o presidente da estatal, Ernesto Weber, contratou a empresa de auditoria Ernest Young para fazer uma verificação dos procedimentos realizados pela Petrus (Fundação Petrobrás de Seguridade Social). A Petrus comprou 625 milhões de ações da Sade em abril do ano passado. O presidente da Petrus, Nelson Lacerda, nega que tenha recebido pressões do governo federal para adquirir as ações da Sade, empresa de propriedade do empresário Nelson Tanure, amigo da ex-ministra da Economia Zélia Cardoso de Mello (O ESP) (FSP).