O Brasil perdeu pelo menos US$12,2 milhões-- cerca de Cr$25 bilhões-- em apenas três operações das muitas realizadas em 1990 para o encerramento de atividades da Internor, subsidiária em Nova Iorque (EUA) da INTERBRÁS. A INTERBRÁS, que era encarregada da política de exportações da PETROBRÁS até o início do governo Collor, está em processo de liquidação. De acordo com relatório da auditoria conduzida pela empresa Getnick & Getnick, com sede em Nova Iorque, o então liquidante Wilson José Peroni, hoje desaparecido, fechou os acordos de indenização com as empresas Vertientes e Garrett Oil Corporation, pagando valores muito acima dos previstos inicialmente para a liquidação dos contratos da Internor. Na gestão do liquidante Markus Katz, que substituiu Peroni em setembro de 1990, a auditoria também constatou evidências de fraude no acordo feito com a empresa Goldmark. Segundo os auditores norte-americanos, o governo brasileiro deveria gastar apenas US$375 mil para romper contratos de serviços com as três empresas; entretanto, os acordos registrados na sede da Internor indicam que foram necessários nada menos de US$12,65 milhões. Parte do dinheiro pago à Vertientes, por exemplo, foi creditado na conta pessoal de seu proprietário, Diego Leiva (O Globo).