BRASIL VETA AÇÃO DE ONGS

O Brasil e a China comandaram o veto à proposta para que as ONGs (Organizações Não-Governamentais) tivessem um papel mais destacado no acompanhamento da Agenda 21, o plano de desenvolvimento sustentável e recuperação ambiental que deverá ser aprovado na Rio-92. Por iniciativa da delegação diplomática brasileira na reunião preparatória da conferência, foi rejeitada a sugestão de dar às ONGs um papel de consultoria à ONU na área ambiental. A justificativa oficial brasileira para rejeitar o papel de consultoria às ONGs foi que elas constituem uma novidade que precisa ser considerada com mais cautela. No mundo moderno, a tendência é de que as ONGs representem a sociedade
45977 civil e a relutância do governo brasileiro em reconhecer isso é uma
45977 posição retrógrada e conservadora, criticou o ex-deputado Lizst Vieira, do Fórum Brasileiro de ONGs. A China, por sua vez, conseguiu que se restringisse a participação das ONGs ao sistema da ONU ligado à execução das decisões da conferência, ao invés de um envolvimento mais amplo. "A assembléia geral, num estágio inicial, deverá examinar as formas de reforçar o envolvimento das ONGs com a ONU", dizia a versão original. Por iniciativa da China, o grupo de trabalho optou por situar o envolvimento das ONGs "dentro do sistema das Nações Unidas relacionado com o processo de acompanhamento da Conferência Mundial de Meio Ambiente e Desenvolvimento" (JB).