O programa mínimo elaborado pelo governo para facilitar um acordo com os partidos políticos, que reafirma os compromissos de estabilização e modernização da economia, mereceu, ontem, no Congresso Nacional, críticas pelo seu caráter genérico. O ex-líder do PT na Câmara dos Deputados, José Genoíno (SP), foi um desses críticos, ao destacar que a proposta do presidente Fernando Collor não aborda questões que o PT considera essenciais para tirar o país da crise, como o fim da recessão e do achatamento salarial. Para o líder do PMDB no Senado Federal, Humberto Souto (PB), o governo precisaria dizer algo de novo ao colocar um programa em discussão. "Uma proposta que repete a disposição de manter a economia brasileira atrelada ao FMI não tem nada de novo", disse (JB).