O primeiro-ministro da Suécia, Ingvar Carlsson, cobrou, em carta aberta enviada ao presidente Fernando Collor e ao governador do Rio de Janeiro, Leonel Brizola, medidas para combater a "ultrajante situação de injustiça e sofrimento" a que são submetidas crianças em todo o mundo, em especial no Rio de Janeiro. Na carta, o primeiro-ministro pede que seja adotado algum tipo de iniciativa para combater o problema antes da realização da Rio-92. O documento também foi enviado à ONU e ao UNICEF. Ontem, o diretor do Centro Canadense em Favor das Vítimas de Tortura, Trevor Bartram, encontrou-se com o secretário-geral da Rio-92, Maurice Strong, para entregar um protesto denunciando o extermínio de crianças. Num dos trechos, está escrito: "Não vá para o Rio de Janeiro e fique quieto sobre a falta de julgamento dos assassinos de crianças. Não deixe que as autoridades brasileiras pensem que, ao ir para o Rio, vocês aceitam a maneira que o governo falha na proteção dos mais fracos". O documento foi distribuído entre centenas de representantes de ONGs (Organizações Não-Governamentais) que virão para a Rio-92 (O Globo).