O engenheiro Marco Antônio da Rocha Tristão, ex-chefe de gabinete do diretor industrial da PETROBRÁS, José Brito de Oliveira, foi demitido da estatal. A comissão de sindicância encarregada de investigar irregularidades na refinaria de Mataripe (BA) considerou insatisfatórias suas explicações sobre o engavetamento, por 26 dias, do processo de contratação das obras que seriam executadas pela empreiteira Concic Engenharia. A denúncia, publicada dia 23 por este jornal, dá conta de que a Concic, para fazer andar o processo, teria pago US$500 mil ao advogado João de Oliveira Alves, ligado ao "Esquema PP", liderado pelo ex- secretário de Assuntos Estratégicos, Pedro Paulo Leoni Ramos. Segundo o presidente da PETROBRÁS, Ernesto Weber, Tristão foi demitido com os direitos trabalhistas pagos porque não teria agido de má-fé. O ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Marcos Vilaça revelou que o presidente da PETROBRÁS, Ernesto Weber, autorizou o pagamento de mais de Cr$665 milhões à empresa Ultratec pelo projeto básico de duas plataformas de petróleo, cumprindo um dos contratos firmados sem licitação. Os contratos, considerados irregulares pelo TCU, foram cancelados pela própria PETROBRÁS no dia 27 de fevereiro (O ESP).