Numa tentativa de facilitar as negociações dos acordos e documentos a serem firmados na Rio-92, o Brasil recuou na exigência de criação de novo fundo para financiar os projetos ambientais e na proposta de responsabilizar os países desenvolvidos pelos danos à natureza já ocorridos, como quer o grupo dos países em desenvolvimento, o G-77. Agora os delegados do Brasil na reunião preparatória da conferência (PrepCom) já admitem a sugestão norte-americana de reformular a agência do BIRD (Banco Mundial) para o meio ambiente, a GEF, segundo revelou, em Nova Iorque (EUA), o secretário interino de Meio Ambiente, José Goldemberg. A contribuição brasileira para flexibilizar as negociações também inclui a fixação da estimativa de recursos novos para a Agenda 21, o plano de ação para o desenvolvimento sustentável e recuperação ambiental do planeta, entre US$5 bilhões e US$10 bilhões por ano. No início da atual reunião, o secretário-geral da Rio-92, Maurice Strong, estimou a necessidade de recursos em US$125 bilhões por ano, número que assustou os países ricos. Essa não é uma resposta realista, observou Goldemberg. A sugestão brasileira prevê que os recursos sejam levantados através de uma taxa de US$1 por barril de petróleo (JB).