EMPRESÁRIOS COMENTAM A MUDANÇA MINISTERIAL

Os empresários ouvidos por este jornal aprovaram a reforma ministerial colocada em prática ontem pelo presidente Fernando Collor. "A permanência do ministro da Economia (Marcílio Marques Moreira) garante a continuidade do relacionamento com os credores externos e a estabilidade no plano interno, o que é importante", diz Lincoln da Cunha Pereira, presidente da ACSP. O presidente da FECESP, Abram Szajman, afirmou que "o governo estava em situação constrangedora em razão de uma série de acusações de corrupção. A troca vai dar uma imagem nova, mas tranquilidade, transparência e seriedade para o Executivo". O empresário Sérgio Mindlin, primeiro coordenador-geral do PNBE, disse que, com a reforma, o governo ganha um prestígio político que extrapola a mera contagem de deputados e senadores que o apóiam no Congresso. "A base da equipe econômica não foi alterada e a manutenção dos ministros Jatene e Goldemberg é uma vantagem", disse o presidente da FIESP, Mário Amato. Ele evitou comentar as razões das mudanças no ministério. "Vamos esperar a evolução dos acontecimentos para nos manifestarmos", disse. O presidente da FIERGS, Luiz Carlos Mandelli, comparou as demissões como a queda de gabinete no regime parlamentarista: "Só causou comentários porque o regime é presidencialista" (FSP) (GM).