Anfitrião da Rio-92, o governo brasileiro resolveu adotar o critério do politicamente correto para enviar os convits aos chefes de Estado e de governo que virão para a reunião de cúpula a ser realizada durante o evento. Ficam de fora países acusados de violação dos direitos humanos. Não foram convidados o presidente do Iraque, Sadan Hussein, os golpistas que derrubaram, no ano passado, o presidente eleito do Haiti, o padre Jean- Bertrand Aristide, e o presidente da Áustria, Kurt Waldheim, acusado de cometer crimes de guerra quando era oficial do Exército nazista, entre outros. O convite feito pelo governo brasileiro é mera formalidade. Na prática, todos os países que são membros da ONU-- e, por consequência, seus dirigentes políticos-- podem participar, mesmo sem receber convite do país sede (FSP).