A demissão coletiva dos ministros foi interpretada pelo presidente da CUT (Central Única dos Trabalhadores), Jair Meneghelli, como uma "jogada de marketing" do presidente Fernando Collor para desviar a atenção pública das investigações de corrupção a que estavam sendo submetidos membros do primeiro escalão do governo. "Nossa maior preocupação é que coloquem uma pedra sobre as denúncias e os responsáveis não sejam punidos", afirmou Meneghelli. Em nota oficial, a CUT se refere à demissão coletiva como um pacote político que procura Isentar o chefe do Executivo de suas naturais responsabilidades". O presidente da CGT (Confederação Geral dos Trabalhadores), Francisco Canindé Pegado, disse que a demissão dos ministros pode aumentar a falta de credibilidade do presidente Collor. Pegado, porém, apóia a indicação do presidente da Força Sindical, Luiz Antônio de Medeiros, para o Ministério do Trabalho. Segundo as informações, o Ministério do Trabalho seria desmembrado da Previdência Social, que ficaria com o atual ministro Reinhold Stephanes (O ESP) (FSP).