NOVA PRESIDENTE DO IBAMA É FAVORÁVEL À CONVERSÃO DA DÍVIDA

A engenheira agrônoma Maria Tereza Jorge Pádua, de 48 anos, que dirigiu os parques nacionais no extinto IBDF e montou uma das mais eficientes ONGs do país, a Funatura, volta ao balcão. Sexta presidente em apenas três anos de funcionamento do IBAMA, ela promete comprar uma briga com o Fórum das Organizações Não-Governamentais ao defender a conversão da dívida externa brasileira em projetos ambientais. "No Fórum, as organizações ligadas ao meio ambiente são minoria", critica a nova presidente do IBAMA, para quem a entidade está recheada de sindicalistas. Conservadora para uns e defensora da legalização da caça para outros, Maria Tereza Pádua ouviu os conselhos de seu superior, o secretário interino de Meio Ambiente, José Goldemberg, e escolheu um delegado da Polícia Federal para comandar os fiscais do IBAMA. Sem revelar os detalhes de sua estratégia de controle do desmatamento, ela diz que já tem definidas as áreas que receberão visitas de policiais e helicópteros do instituto ambiental (JB).