PASSARINHO PEDIU QUE EXÉRCITO INVESTIGASSE ROMEU TUMA

O ministro da Justiça, Jarbas Passarinho, admitiu ontem ter pedido auxílio do ministro do Exército, Carlos Tinoco, para investigar denúncias envolvendo o diretor-geral da Polícia Federal, delegado Romeu Tuma, com o contrabando de café em Foz do Iguaçu (PR), em fevereiro de 1991. Ele negou, no entanto, ter utilizado o Centro de Informações do Exército (Ciex). "Só pedi ao meu amigo, general Tinoco, que destacasse uma pessoa de sua confiança para investigar a denúncia, porque eu não poderia pedir isso à PF", argumentou o ministro, que garantiu não saber quem ficou encarregado da apuração. Passarinho disse que não avisou ao presidente Fernando Collor sobre sua iniciativa, porque as denúncias, que comprometiam também o ex-diretor da PF de Foz do Iguaçu Wilson Perpétuo, já estavam todas transformadas em processos na Justiça. Na época das investigações, Tuma não era subordinado apenas ao Ministério da Justiça, como diretor-geral da PF. Como acumulava o cargo de secretário da Receita Federal-- que ocupou até 14 de maio de 1991--, era também auxiliar da ex-ministra da Economia, Zélia Cardoso de Mello (O ESP).