EXÉRCITO INVESTIGA ROMEU TUMA E A PF

O ministro da Justiça, Jarbas Passarinho, usou o Centro de Informações do Exército (CIEx) para investigar o envolvimento do diretor-geral da Polícia Federal, Romeu Tuma, em denúncias de contrabando de café. As acusações recebidas por Passarinho indicavam que o atual secretário de Segurança de Alagoas, delegado Wilson Perpétuo, então lotado em Foz do Iguaçu (PR), estaria envolvido em contrabando de café e armas entre Brasil e Paraguai, com a conivência de seu amigo Tuma. O CIEx não comprovou o envolvimento do diretor-geral da Polícia Federal em contrabando, mas não afastou completamente a possibilidade de acobertamento. Foi Tuma quem indicou Perpétuo para o cargo em Alagoas, mesmo sabendo que ele é o principal suspeito em um inquérito de contrabando. Passarinho e Tuma há tempos não se entendem e dão demonstrações públicas disso. O policial exibe sua liberdade de ação, indo direto ao presidente da República, sem dar satisfação ao superior imediato, o ministro da Justiça. Isso ocorreu, por exemplo, no recente caso de superfaturamento de bicicletas pela Fundação Nacional de Saúde (JB).