Um tratamento de AIDS, baseado em terapias imuno-passivas, conseguiu diminuir significativamente a taxa de mortalidade dos pacientes, de acordo com testes realizados durante 55 semanas em 219 pessoas em hospitais norte- americanos. A técnica foi desenvolvida por pesquisadores da Universidade de Cambridge, na Inglaterra. A técnica consiste na retirada de plasma sanguíneo de pessoas infectadas com o vírus da AIDS, mas que ainda não desenvolveram a doença. O sangue é tratado com um agente químico que mata todos os vírus nele existentes, inclusive o HIV, o vírus da AIDS. Esse agente químico, o bitapropriolacton, não pode ser injetado diretamente no sangue em circulação numa pessoa porque mataria o paciente. Mas, em laboratório, esse tratamento pode ser feito: depois de mortos os vírus, o plasma, com seus anti-corpos, está pronto para ser usado em transfusões em aidéticos. Segundo o professor Abraham Karpas, diretor-assistente da pesquisa, o novo tratamento "apresenta resultados muito melhores do que os obtidos com o AZT, sem efeitos tóxicos colaterais" (JB).