O presidente da PETROBRÁS, Ernesto Weber, anunciou ontem a criação de duas comissões de sindicância para apurar a prática de irregularidades na estatal. Além disso, suspendeu todos os negócios entre a estatal e as empresas Edubra, Pollo Petróleo e Tecnape, dirigidas por executivos ligados ao secretário de Assuntos Estratégicos, Pedro Paulo Leoni Ramos, além da multinacional Marc Rich. Izeusse Braga, Armando Vieira Neto e Raul Mosman, diretores da PETROBRÁS, são citados como responsáveis pelas irregularidades. Uma das comissões vai investigar operações de compra de petróleo e derivados que teriam sido intermediadas pela Pollo. A outra comissão vai apurar a denúncia de que a empresa baiana Concic Engenharia teria pago US$500 mil ao advogado João Muniz de Oliveira Alves, um dos representantes de Leoni Ramos no Rio de Janeiro, por conta da aprovação de uma obra civil na refinaria de Mataripe, na Bahia. O secretário de Assuntos Estratégicos distribuiu nota à imprensa negando que mantenha vículos comerciais ou de interesse financeiro com quaisquer das empresas citadas na denúncia. Leoni Ramos nega ainda que "tenha mantido ou mantenha qualquer influência na PETROBRÁS". O secretário anuncia ainda que vai processar civil e criminalmente as jornalistas Suely Caldas e Rosane de Souza, autoras das matérias (O ESP).