O complexo Albrás/Alunorte, um mega projeto de produção de alumina e alumínio iniciado na época do "milagre econômico", está entrando em fase final de conclusão. Apesar da recessão e da queda do preço do alumínio no mercado internacional, a CVRD (Companhia Vale do Rio Doce) e seus sócios japoneses estão reiniciando este ano a implantação da Alunorte, começada na década de 70. A previsão é de que ainda sejam gastos cerca de US$450 milhões em três anos, dos quais aproximadamente US$50 milhões em 1992. O complexo Albrás/Alunorte, localizado na ilha de Barcarena, distante, em linha reta, 40 quilômetros de Belém (PA), é o maior empreendimento da CVRD no setor de alumínio, controlado através da Valenorte. Os sócios japoneses estão representados pelo consórcio Nippon Amazon Aluminium Co. (NAAC), que reúnde 33 entidades, sendo a principal a Overseas Economic Cooperation Fund, órgão do governo japonês. A Vale tem 60,8% do capital da Albrás e 39,2% do da Alunorte. A implantação da Albrás/Alunorte exigiu a construção de uma cidade na ilha de Barcarena, hoje com oito mil habitantes. Já foram gastos US$200 milhões no início da construção da Alunorte, que fornecerá alumina para a Albrás. O produto será resultado da industrialização da bauxita extraída pela Mineração Rio do Norte. A fábrica da Alunorte é vizinha à da Albrás. Está prevista ainda a implantação, no mesmo distrito industrial, de uma Zona de Processamento de Exportação (ZPE) (O Globo).