O Conselho Estadual de Defesa da Criança e do Adolescente começa, na próxima semana, a fazer uma pesquisa para traçar o perfil das crianças e adolescentes que vivem nas ruas do Rio de Janeiro. A pesquisa pretende ouvir 10% dos 10 mil meninos e meninas que, segundo o governo, moram nas ruas da cidade. O major da PM Heleno Barbosa, integrante do Conselho e autor do projeto da pesquisa, disse que um dos objetivos do trabalho é o de verificar o atendimento prestado a estes menores. Segundo ele, existem no Rio cerca de 500 entidades dedicadas a este trabalho-- na maioria, não- governamentais. No mês passado, a Fundação Leão XIII, presidida por Heleno Barbosa, concluiu um censo da população de rua do Rio. Cerca de sete mil adultos viviam até o início do ano nas ruas da região metropolitana do Rio. Os dados revelaram que 73% dos adultos que vivem nas ruas são trabalhadores (a maioria camelôs, operários da construção civil, artesãos e guardadores de carros). Do total, apenas 35,2% têm carteira assinada. Dos entrevistados, 30,6% revelaram possuir moradia fixa (FSP).