PARENTES DE DESAPARECIDOS DIZEM QUE PF USOU ARQUIVO

Mesmo depois de legalizadas, em 1985, as atividades do PCB continuaram sendo rastreadas pelo Serviço de Inteligência da Polícia Federal até 1991. O mesmo aconteceu com outras organizações e pessoas fichadas pelo Departamento de Ordem Política e Social (DEOPS-SP), a polícia política do regime militar, oficialmente extinta em 1983. Naquele ano, o arquivo do DEOPS foi transferido para a PF, onde não chegou a transformar-se em arquivo morto: a polícia usou o acervo e agregou-lhe mais informações. Essas revelações foram feitas ontem por familiares de desaparecidos políticos, que, desde a transferência do arquivo para o governo do estado, em janeiro, estão vasculhando o material em busca de informações sobre seus parentes (O ESP).