O novo presidente da CVM (Comissão de Valores Mobiliários), Roberto Faldini, empossado ontem, assumiu o cargo defendendo melhores condições fiscais para as empresas de capital aberto, como a dedução do Imposto de Renda dos dividendos pagos aos acionistas. Faldini quer, ainda, menos intervenção do governo no mercado. Segundo ele, nos últimos anos, "com tantas aberrações legais, como os congelamentos de preços", as empresas mais transparentes foram mais prejudicadas. Sobre o projeto de seu antecessor, Ary Oswaldo Mattos Filho, de alterar a composição acionária das empresas, que passaria dos atuais 33,33% de ações ordinárias para 60% de ordinárias e 40% de preferenciais, Faldini discordou radicalmente, argumentando que acabar ou reduzir as ações preferenciais não é a solução, porque a diferença entre os tipos de ação é apenas de cotação (O Globo).