ORÇAMENTO TEM CORTE DE CR$30 TRILHÕES

O governo fez um corte de Cr$30 trilhões no orçamento aprovado pelo Congresso Nacional para conciliar as despesas com a expectativa de arrecadação mais baixa e atingir o superávit prometido ao FMI. Foram recalculadas as despesas com pessoal, custeio e investimentos. O Ministério da Saúde, encarregado do combate ao cólera, teve seu orçamento reduzido de Cr$28,3 trilhões para Cr$22 trilhões. O da Ação Social passou de Cr$7,8 trilhões para Cr$5,4 trilhões. O corte no Trabalho e Previdência Social foi de Cr$3,6 trilhões e na Educação, de Cr$1,5 trilhão. A revisão não inclui as transferências para estados e municípios, pagamento da dívida interna e externa e as despesas financiadas com recursos arrecadados diretamente pelos órgãos. Também não atinge os orçamentos do Legislativo e do Judiciário. O governo não abre mão de obter no ano de 92 um superávit primário (receita menos despesas) de 1,2% do PIB (Cr$4,8 trilhões), meta prometida ao FMI (FSP).