METAS AO FMI NÃO SERÃO CUMPRIDAS NESTE TRIMESTRE

As metas prometidas pelo governo ao Fundo Monetário Internacional (FMI) para este trimestre não serão cumpridas. Pelo menos dois indicadores preliminares já estão disponíveis: inflação e superávit fiscal primário. O mais importante é o superávit fiscal primário-- arrecadação menos gastos em todas as esferas de governo, excluídas as despesas com juros das dívidas interna e externa. A meta para o primeiro trimestre era de um superávit de Cr$6,5 trilhões. O caixa do Tesouro responde por uma parte dessa meta. O governo previa que o Tesouro teria Cr$300 bilhões de superávit no primeiro trimestre. A soma de janeiro e fevereiro foi de Cr$73,3 bilhões. Está sendo feito um esforço para recuperar o mau resultado, mas, segundo as informações do Ministério da Economia, o número final será abaixo do prometido. Quanto aos estados e municípios, nem mesmo o governo federal sabe como estão as contas. Apenas as estatais estão apresentando um desempenho dentro do previsto. É por causa da política de reajuste nas tarifas. A nova política de tarifas (para segurar a inflação) representa, por isso, um risco para o governo. A inflação não é uma meta formal. No entanto, na carta de intenções ao Fundo, fica implícito que os percentuais para janeiro, fevereiro e março deveriam ser 24%, 23% e 20%, respectivamente. Para compensar os maus resultados, a taxa para este mês teria que ser de 16,8% (FSP).