O Brasil retoma amanhã a negociação da dívida externa com os bancos privados estrangeiros. O negociador Pedro Malan partiu ontem para os Estados Unidos levando uma nova versão da proposta brasileira. Uma das novidades a serem apresentadas aos credores diz respeito à conversão da dívida em investimentos no processo de privatização das estatais brasileiras. Segundo o presidente do Banco Central, Francisco Gros, o Brasil aceita a conversão sem exigir os atuais 25% de desconto sobre o valor da dívida. O fim do desconto valeria somente para os títulos que se referem a dívida nova, contraída em função do acordo de 1988, quando diversos bancos se compremeteram com novos empréstimos. O ponto central da negociação continua sendo o montante das garantias de pagamento que o país pode oferecer (FSP).