Um total de vinte organizações não-governamentais (ONGs) de nove países diferentes enviaram aos cofres da Central Única dos Trabalhadores (CUT) um total de US$1,6 milhão em 1991. A CUT sempre tratou o assunto com cautela e procurou guardar a sete chaves a quantidade e a origem dos recursos que recebe de outros países. Resolveu revelar o segredo como precaução, agora que o caso Magri começa a atingir a credibilidade do movimento sindical. Contra a transparência não há provocação que dê certo, diz o tesoureiro da CUT, Delúbio Soares de Castro. A maior parte do dinheiro é doado e tem sido usado na construção e manutenção de escolas de formação sindical e no desenvolvimento do Instituto de Saúde da CUT (INST)-- no total, foram US$884 mil. Outros US$483 mil viajou do Exterior para a CUT sob a rubrica "recursos de cooperação". Esse item inclui atividades de formação sindical, organização em regiões pobres e doações para sindicalistas sem meios de sobrevivência ou ameaçados de morte. Só para organizar a CUT nos Estados do Pará, Paraíba, Espírito Santo, Pernambuco, Bahia e Minas Gerais as ONGs estrangeiras enviaram US$303 mil. Segundo Castro, as contribuições externas representaram apenas 20% do total de recursos movimentados pela central em 1991. No Brasil, por meio de contribuições dos sindicatos filiados e campanhas de arrecadação de fundos, a CUT garante ter levantado US$5,4 milhões. A receita total da central no ano passado foi de US$7 milhões. Para este ano, a CUT espera US$2 milhões do exterior (O ESP).