O Brasil não poderá receber os US$3 bilhões em crédito do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) com que contava há vários meses. Essa fonte secou e o governo terá de se contentar com US$1 bilhão a menos. O governo acaba de perceber que chegou tarde aos cofres do BID. O banco já esgotou os fundos disponíveis para empréstimos setoriais, após acertar pacotes para outros países, como México, Argentina e Chile. A diretoria do BID já tinha dito que o Brasil poderia obter US$1 bilhão do total que o banco reservara para esse fim, mas os acordos do país com o FMI e com o Clube de Paris saíram tarde demais. E estes acordos eram obrigatórios para que o BID concedesse o empréstimo. Só que enquanto o Brasil negociava, os outros clientes do BID esgotaram os fundos. Agora, o país pressiona o banco para que encontre uma alternativa. O problema é que precisaria haver uma alteração das regras do BID, que determinam que os fundos disponíveis sejam distribuídos na proporção de 25% para empréstimos setoriais e 75% em créditos para investimentos. O Brasil precisa no momento justamente de empréstimos setoriais. O Eximbank do Japão já se dispôs a ceder US$1,7 bilhão em empréstimos casados com os que forem concedidos ao Brasil tanto pelo BID como pelo BIRD (Banco Mundial) (JB).