BRASIL PAGA US$6,9 BILHÕES AOS BANCOS ATÉ 93

O governo brasileiro pretende pagar aos credores privados US$6,9 bilhões ao longo de 1992 e 1993. Dentro do estabelecido como limite de capacidade de pagamento da dívida externa para o período, isso foi o que sobrou após o acordo prévio com o Clube de Paris, que prevê o desembolso de Cr$4,1 bilhões. O limite de US$11 bilhões para pagamento aos credores oficiais e privados, nesses dois anos, foi anunciado ontem pelo presidente do Banco Central, Francisco Gros, à Comissão de Assuntos Econômicos do Senado Federal. A capacidade de desembolso a curto prazo surgiu como preocupação dos credores privados diante do acordo com os credores oficiais. Mas o item mais difícil de discussão, segundo Gros, continua sendo o montante das garantias de pagamento. O presidente do BC informou ainda que o país vai oferecer aos bancos credores, na próxima rodada de negociações, um atrativo adicional para o fechamento de um acordo de reescalonamento de seus débitos. O Brasil vai propor o fim do desconto de 25% para parte da dívida transformada em investimento no programa brasileiro de privatizações. Gros referiu-se especificamente à dívida nova contraída em função do acordo de 1988, junto aos bancos que optaram pelo chamado projeto "dinheiro novo" (FSP).