DEPOIMENTO COMPLICA SITUAÇÃO DE AGENOR

O coronel Roberto Pimenta, assessor do Gabinete Militar da Presidência da República, declarou ontem à Polícia Federal, em Brasília, que seu chefe, o general Agenor Homem de Carvalho, sabia das denúncias do ex- diretor do INSS, Volnei Ávila, contra o ex-ministro do Trabalho e Previdência Social, Antônio Rogério Magri. Pimenta disse que manteve o chefe do Gabinete Militar informado sobre tudo, mas ressalvou que Volnei nunca explicou o que havia gravado nas conversas com Magri. Técnicos do Instituto Nacional de Criminalista (INC) concluíram que é autêntica a fita apresentada por Volnei à PF. O procurador-geral da República, Aristides Junqueira, disse que pretende pedir o sequestro dos bens do ex-ministro Magri antes do final do inquérito policial, a fim de ressarcir os cofres da União. Junqueira demonstrou estar convencido do envolvimento de Magri em corrupção. Ele afirmou que, mesmo responsabilizado, o ex-ministro não deverá ir para a cadeia. O general Agenor Homem de Carvalho recebeu ontem da PF convite para depor no inquérito sobre a denúncia de corrupção contra o ex-ministro Magri. Também ontem, o Senado Federal criou uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para apurar as denúncias de corrupção contra o ex-ministro. A CPI será instalada dentro de uma semana e terá um mês para pedir o indiciamento dos culpados (O ESP) (FSP) (JB).