GRAVAÇÕES DERRUBAM VERSÃO DE MAGRI

Mais duas fitas, entregues ontem à Polícia Federal pela deputada Cidinha Campos (PDT-RJ), mostram que o ex-ministro Antônio Rogério Magri não fazia um "teste de honestidade" ao propor suborno ao ex-diretor do INSS, Volnei Ávila. Essa foi a versão do ex-ministro para justificar a gravação feita por Ávila em 28 de novembro. As novas gravações, porém, realizadas nos dias quatro e sete de novembro, mostram que Magri já havia enviado duas lobistas para conversar com Ávila sobre o perdão de dívidas de empresas com a Previdência Social. O procurador-geral da República, Aristides Junqueira, disse que a fita com a gravação do dia 28 é suficiente para apresentação de denúncia ao STF (Supremo Tribunal Federal). Segundo Junqueira, o juiz precisaria de mais provas para condenar o ex-ministro. O procurador-geral vai pedir um levantamento dos bens de Magri. Em depoimento à PF, ontem, Volnei Ávila negou que tivesse sido orientado pelo Palácio do Planalto para levar ao novo ministro do Trabalho e Previdência Social, Reinhold Stephanes, denúncias que tinha contra Magri. Não tive recomendação nenhuma nesse sentido, disse Ávila, desmentindo relato do general Agenor Homem de Carvalho, chefe do Gabinete Militar da Presidência da República (FSP).